segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Frio da Serra Gaúcha combina com vinho, chocolate e com as culturas alemã e italiana

Com sorte, imagens de um estranho Brasil com neve são flagradas em cidades gaúchas e catarinenses, de junho a agosto. São instantes que ganham aplauso e gritaria de moradores e turistas. Nunca é garantido que vai nevar. Quando os flocos de gelo dão o ar da graça, os bem agasalhados fazem festa.

Na Serra do Rio Grande do Sul, Estado que em 2007 viveu o inverno mais rigoroso das últimas quatro décadas, a neve pode tardar ou falhar, mas o frio se faz presente no inverno, primavera, verão e outono.

Mesmo em janeiro, em Gramado, a 110 km de Porto Alegre, a temperatura à noite pode baixar de 10º C. E com o frio se mantêm, nas quatro estações, os apelos para prolongar o prazer: o vinho e as copiosas refeições herdadas de colonos italianos e alemães.

O tradicional churrasco é bem-vindo na orgia gastronômica, mas sem botar banca de protagonista. A mesa farta que impressiona visitantes tem duas estampas principais: a da cantina italiana e a da refeição sem fim que são as dezenas de especialidades de um café colonial. Nas duas, vinho. Vinho com pão, salame, tortei, capeletti. Vinho com nata, cuca de côco, apfelstrudel, torta de limão.

São dois núcleos turísticos na região formada por dezenas de municípios. Na chamada Região das Hortênsias estão Gramado, Canela e Nova Petrópolis. No Vale dos Vinhedos, as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa concentram as atrações. Como são roteiros próximos, a cerca de uma hora e meia de carro ou 100 km de distância um do outro, dá para conhecer os dois em poucos dias de viagem.

Há diferenças importantes, a começar pela paisagem. Na terra das vinícolas, as parreiras se carregam de cachos, verdes, roxos e rosados, de outubro a dezembro. No inverno, só aparecem os esqueletos da plantação. Na terra das hortênsias, estas plantas ornamentais vão colorir de azul, branco e rosa as estradas e jardins, a partir de outubro, durante meses, se a chuva comparecer.

A 120 km da capital, Bento Gonçalves é o éden dos enófilos. Já Gramado e Canela têm maior infra-estrutura de hotéis, pousadas, cafés e restaurantes, e vários de seus museus, parques e festivais divertem famílias com crianças. Os dois roteiros podem ser bastante românticos. O frio e a visão das montanhas ajudam.

Hortênsias e Kikitos de chocolate

Arte UOL

Surgem em alemão, alguns alertas para o turista. Nicht rauchen, por exemplo: não fume. Um singelo galpão será apresentado na placa como wagenschuppen. Os cardápios trazem opções de salzkartoffeln, eisbein e kartoffelküchelchen, respectivamente batata a vapor, joelho de porco e bolinho de batata. E o passeio vai ganhando em densidade, se não filosófica, pelo menos lingüística.

Em Gramado, a cultura dos descendentes de alemães se faz acompanhar dos colonos italianos e portugueses, entre outras imigrações de origem européia, mas para o turismo é o apelo alemão que sobressai. Ele está na arquitetura, no folclore, na gastronomia e mesmo na vegetação importada, como a que circunda o Lago Negro, referência à Floresta Negra alemã.

Talvez a obra de arte mais comovente, entre as movidas pelo desterro, seja a do museu do Minumundo, uma coleção de miniaturas iniciada por um pedreiro alemão que precisou emigrar, com a mulher, após a Segunda Guerra. Otto Hoppner ergueu pedaços da sua Europa perdida perto de casa: são miniaturas detalhadas de igrejas, castelos, ferrovias e prédios públicos, realizadas e conservadas com um carinho monumental.

Estão lá, em cores, povoados por bonequinhos de plástico, construções históricas de Urach, Alsfeld, Lübeck (a cidade natal do escritor Thomas Mann), Lichtenstein, Freiburg, Leer, Michelstadt, Munique.

Até o espetacular Castelo de Neuschwanstein ganhou uma caprichada miniversão. A vaca que mexe a cabeça no vagão com feno tem o tamanho de um dedo mínimo, e ela ainda muge, fazendo coro aos sinos das igrejas. Há roupas no varal nas casas pequeninas. Otto Hoppner faleceu aos 74 anos, em 1986, e deixou para Gramado essa contribuição permanente ao clima de conto de fadas que toma conta da cidade, em eventos como o Festival de Cinema e o Natal Luz.

O Festival de Cinema existe desde 1973. Os moradores lembram de um ator de grande fama e pequena estatura que reunia grupos em torno de si para contar histórias, nas calçadas. Era o Grande Otelo! Mais recentemente, as celebridades da hora da indústria de TV e cinema aterrissam no Palácio dos Festivais para algumas horas de estadia. Dão autógrafo, fazem a foto no tapete vermelho. E não têm tempo para contar histórias.

O Natal Luz dura dois meses, de novembro a janeiro, e faz do verão outra alta temporada para a Serra Gaúcha. Por conta da iniciativa, o Parque Aldeia do Papai Noel passou a funcionar o ano inteiro, como as fábricas de chocolate da região. Na Região das Hortênsias, consome-se fondue suíço e chocolate quente em fevereiro, e decoração natalina em junho. E nos demais meses do ano também.

Vale dos vinhos, sucos e espumantes

Em Bento Gonçalves, a 670 m de altitude, o vinho movimenta as montanhas e a fé. A Igreja São Bento tem formato de pipa de vinho. O pórtico da cidade é uma pipa de 17 m de altura. Algumas caixas de lixo reciclável se parecem com barricas de vinho. Inclusive algumas vinícolas convidam à degustação dentro de barris centenários. E a linha turística de trem que liga Bento, Garibaldi e Carlos Barbosa também se chama Ferrovia do Vinho.

O divertido passeio de uma hora e meia na Maria Fumaça sintetiza uma das marcas da região, que é o entusiasmo da cultura italiana. Parece que as pessoas ficam alegres antes mesmo de começar a beber. Se em Gramado alguns sites de pousadas abrem com música clássica, na terra dos Tomasini, Bertarello, Cantelli, Ferri e Strapazzon a trilha sonora é outra, movida a tarantela, dança folclórica do sul da Itália. No passeio de trem sobram convites para beber, dançar, cantar, rir dos atores, tudo ao mesmo tempo, sem descer do vagão.

Principal produtora de vinhos e espumantes do país, a região do Vale dos Vinhedos obteve em 2007 o reconhecimento, pela União Européia, de seu Selo de Indicação de Procedência. O know-how é longo: a primeira cooperativa vinícola brasileira surgiu ali, nos anos 30.

Atualmente os associados de uma grande cooperativa chegam a colher 50.000 toneladas de uva numa safra. É cacho que não acaba mais. Em janeiro, algumas casas abrem a colheita para visitação. Os colonos começam a trabalhar cedo. Ali por volta das 10 horas, fazem a pausa para o lanche: vinho, salame e queijo. No almoço, mais vinho. No jantar, de novo.

O Vale dos Vinhedos se faz conhecer por meio de degustações rápidas nas vinícolas, cursos de degustação e também nos passeios por construções centenárias, como os Caminhos de Pedra, que recupera a história da colonização do Brasil Imperial. A partir de 1875, foram demarcados 200 lotes de 48 hectares cada para as famílias de imigrantes italianos.

Muitos se instalaram provisoriamente em barracões onde entrava chuva e vento, e começaram a plantar sem ferramentas. Histórias da imigração são dramáticas no mundo inteiro, como as de refugiados de guerra. Na Serra Gaúcha, a cada vez que os italianos oferecem vinho, comida farta e ainda convidam para dançar, a impressão é que eles continuam comemorando a dura sobrevivência de 130 anos atrás.

Fonte: http://viagem.uol.com.br/guia/cidade/serragaucha_index.jhtm

sábado, 3 de janeiro de 2009

Dicas para uma boa viagem de carnaval


Antes de colocar o carro na estrada para a viagem de Carnaval é importante criar uma estratégia para livrar-se dos congestionamentos e escolher um roteiro que contemple estradas em boas condições, com postos de abastecimento, postos da polícia rodoviária e menor número de pedágios. Além disso, é preciso lembrar que em alguns locais do Brasil, o papel moeda ainda é fundamental - cartão de crédito ou cheque de outras praças nem sempre são aceitos.

Planejamento: consulte guias de viagem rodoviária e sites especializados. Desta maneira, é possível estimar o consumo de combustível e conhecer o preço do litro do álcool e da gasolina, além de prever os tempos de viagem de cada trecho. Lembre-se de que a opção de abastecimento por álcool é interessante somente se o preço do litro do álcool representar até 70% do preço do litro da gasolina. Dirija respeitando os limites de velocidade indicados ao longo da estrada, lembrando que velocidades entre 80 a 110 km/h permitem maior economia de combustível.

Pedágio: um detalhe que às vezes passa despercebido é quanto se vai gastar com os pedágios, mas é preciso atentar para este gasto. O Brasil tem cerca de 350 praças de pedágios espalhadas pelas principais rodovias, com preços variando entre R$ 1,00 e R$ 14,60. Viagens longas podem resultar em valores de mais de R$ 100 apenas na ida. Somente em São Paulo existem 80 praças de pedágio da malha rodoviária sob concessão privada e 19 praças administradas pelo governo (DERSA e DER).

Revisão do veículo: programe sua visita a um mecânico ou a uma concessionária com antecedência. A manutenção preventiva gera economia e não custa muito pela segurança oferecida. Pode variar de R$ 100 a R$ 900. Inclua na bagagem itens baratos mas que são fundamentais: uma garrafa de água para um possível aquecimento do carro, óleos sobressalentes para um vazamento inesperado e um cabo auxiliar para carregar a bateria.

Acessórios: o motorista que já regularizou o engate do carro pode também comprar mais alguns acessórios para tornar sua viagem mais segura e divertida. Farol de milha (R$ 150 a R$ 450) melhora a visibilidade, principalmente em áreas com neblina; inclinômetro (R$ 20 a R$ 50) evita tombamentos; guincho (R$1.500 a R$ 2.500) é obrigatório para quem costuma andar em terrenos sujeitos a atolamentos; e GPS (R$ 800 a R$ 1.400) fornece a posição geográfica via satélite.

Multas: os valores variam de acordo com a gravidade da infração e podem chegar a R$ 191,54 com retenção da carteira de habilitação (infração gravíssima).

* Marcos Crivelaro é professor PhD da FIAP - Faculdade de Informática e Administração Paulista e da Faculdade Módulo, especialista em matemática financeira e consultor em finanças.

Fonte: http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2007/02/15/Opiniao/Dicas_para_economizar_nas_viagens.shtml

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Pantanal


O "Pantanal" compreende 11 regiões com características próprias dentro da confluência do cerrado, do chaco paraguaio e da região amazônica nos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, nas fronteiras com Paraguai e Bolívia.

O Pantanal Sul abrange dois terços da planície pantaneira: lá estão, por exemplo, a Nhecolândia ou "Paraíso das Águas", as cidades de Miranda e Aquidauana, com grande parte dos serviços de hospedagem e infra-estrutura para turistas, e o Porto Murtinho, das pescarias. As principais portas de acesso ao sul são Campo Grande e Corumbá.

No Pantanal Norte, ao sul da capital Cuiabá, os principais destinos são Barão de Melgaço (com savanas e ninhais), Poconé e Cáceres, áreas de acesso difícil devido ao prolongado alagamento.

As chuvas ditam as regras da vida pantaneira, multiplicando em variedade e quantidade a beleza da vegetação e dos animais que ali habitam. As aves parecem gigantes, como a tuiuiú (símbolo do Pantanal), cuja altura chega a 1,60 metro, ou a arara-azul e a colhereiro, de quase um metro.

As aves mergulham para comer, como gaviões e biguás, ou saem em disparada, como as emas. Algumas, em bandos, exibem-se com as asas abertas nos galhos das árvores, com as penas secando ao sol. Peixes, répteis, anfíbios e mamíferos não ficam atrás no quesito "tamanho GG": sucuris ultrapassam os 4 metros de comprimento, jacarés e lagartos chegam a 2,50 metros. Um único jaú pode pesar cem quilos, para a glória (e o esforço) do pescador que precisa retirá-lo da água. A onça-pintada, um ser solitário e felizmente anti-social, pouco avistado, é o maior felino do continente americano.

Quando visitar

Num mundo onde o despertador é substituído pelos guinchos dos pássaros e até o físico dos cavalos precisa resistir aos charcos, o turista goza de autonomia apenas relativa. Guias locais são artigos de primeira necessidade, bem como os veículos com tração nas quatro rodas, os transportes aquáticos e os animais que eles disponibilizam nas trilhas, da manhã à noite. A infra-estrutura encarece a estadia. Mas antes de escolher o tipo de hospedagem e assessoria técnica dos passeios, vale dar uma olhada no calendário das águas, porque a chuva ou a seca definem o que se vai ver ou deixar de ver.

O período de seca vai de maio a setembro. Em julho, por exemplo, época de férias escolares em boa parte do país, as chuvas fracas sinalizam para a baixa das águas e para a reprodução das aves, até novembro. São meses indicados para o birdwatching (observação dos pássaros), portanto.

De janeiro a março, chove muito e o calor é intenso: rios, lagos e banhados viram uma planície só. Por conta do aguaceiro, recomenda-se fazer o passeio pela Estrada Parque (120 km de aterro que cortam o Pantanal Sul, com mais de 80 pontes) durante a seca, de maio a setembro. O melhor período para pescar o pacu é de março a maio; para o pintado, de agosto a outubro.

Na hora da reserva, agências de turismo e as próprias pousadas e hotéis-fazenda devem informar sobre as últimas notícias do clima e sobre os atrativos da região escolhida. O contato com as aves e com mamíferos como macacos e capivaras pode se iniciar já na hospedagem, avançando em variedade das espécies de flora e fauna a partir dos passeios programados, dois ou três por dia. Entre os serviços oferecidos ao turista estão cavalgadas, safári fotográfico, canoagem e passeios de barco. Algumas fazendas podem incluir o visitante na rotina dos peões, que exige a ordenha das vacas, a contagem dos animais e mesmo o transporte das manadas em trajetos mais longos, as chamadas "comitivas".

Fonte: http://viagem.uol.com.br/guia/cidade/pantanal_index.jhtm

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Porto de Galinhas

A Praia de Porto de Galinhas fica localizada no estado do Pernambuco, município de Ipojuca a 70 quilometros ao sul de Recife. Foi eleita em 2008, pela oitava vez a melhor praia do Brasil, graças a sua beleza e tranquilidade de suas águas mornas com piscinas naturais.

Porto de Galinhas era antes chamada de Porto Rico, devido a atividade extrativista do Pau-Brasil era ponto de venda e contrabando de escravos. Quando os escravos chegavam para serem vendidos vinham escondidos em engradados de galinhas d'angola. Para despistar a chegada, os vendedores anunciavam com a seguinte senha: Tem galinha nova no Porto! Daí surgiu o nome Porto de Galinhas.A seguintes praias fazem parte do conjunto de belas paisagens no munícipios de Ipojuca. São elas:
  • Camboa;
  • Muro Alto;
  • Pontal do Cupe;
  • Porto de Galinhas;
  • Maracaípe;
  • Pontal de Maracaípe;
  • Enseadinha;
  • Serrambi e
  • Toquinho.
Nessas Praias existem diversas opções de diversão, esportes e lazer como passear de bicicleta, jangada ou jet ski, passeios de buggy, mergulhos, trilhas, surfe e outros esportes radicais como kite surf, trekking e skate.

A noite de Porto de Galinhas também oferece ótimas opções com uma gastronomia diferenciada e vários agitos para todos os gostos. Alguns lugares oferecem shows de forró, samba, MPB, jazz, tecno e outros.

A infra-estrutura de apoio ao turista não deixa a desejar. A Praia de Porto de Galinhas dispõe de:

  • Hóteis e Resorts de ótima qualidade;
  • Pequenas pousadas para quem não quer gastar tanto;
  • Restaurantes com várias especialidades;
  • Bares e boates para todas as tribos;
  • Rede de farmácias e supermercados;
  • Serviços médicos e odontológicos, rede de farmácias;
  • Agências de viagens e demais serviços turísticos e
  • Extensa rede comercial e de artesanato.
Vale a pena conhecer Porto de Galinhas. Para mais detalhes veja o vídeo abaixo:






Para mais informações acesse os sites abaixo:

http://www2.uol.com.br/portodegalinhas/index.htm
http://www.destinoportodegalinhas.com.br/home/home.php



 
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